quarta-feira, 10 de julho de 2013
Assim caminha a humanidade...
Quando Sócrates dizia que "virtude é conhecimento" estava enunciando um principio básico da finalidade última da ação humana: para agir corretamente é preciso ter acesso às informações que lhe dizem respeito. A liberdade no bem agir depende dos dados disponíveis para o homem ponderar a decisão mais acertada, e não poucos são os que acreditam que vivemos em uma época de luzes, livres como nunca, porque temos hoje mais acesso a informações. A que informações? Acreditamos mesmo que nos serão dadas todas as informações importantes para nossa decisão acertada? Não parece, antes, que se faz exatamente um acerto prévio do que são consideradas informações importantes, para levar os homens a decidirem o que querem exatamente aqueles que selecionam o que é importante? A atual situação dos meios de informação nos deixa com uma responsabilidade acachapante, muito pouco perceptível para quem nunca se deu ao trabalho de ir procurar as informações mais justas: o homem comum é deixado à sua própria sorte, dividido entre ter de ganhar a vida com trabalho e estudo, e ter ainda de procurar saber se o que está sendo dito por aí é de fato como se diz. Não me espanta que a maior parte da população, atarefada com sua sobrevivência, deixe o trabalho de se informar para os jornais e a televisão, deixando nas mãos de certas criaturas desconhecidas, ocultas por trás das redações, a responsabilidade de decidirem por elas. Imersas em conquistar um lugar ao sol, ou apenas um dinheiro qualquer ao fim do mês, as almas humanas seguem alienadas daquilo mesmo que as torna humanas, quer dizer, o senso de responsabilidade pelas suas decisões. Nesse ponto estão de acordo a doutrina cristã e o pensamento ateu de Sartre, além do sistema jurídico de que dispomos, para dar um exemplo laico. Antes de estar no trabalho e na luta pela sobrevivência, como gostaria o materialismo de Marx, a formação do homem está na sua consciência decisória, a partir da valoração que faz de si e do mundo que o cerca, e sem a qual pode-se chegar a ganhar o mundo inteiro e perder a própria alma. Ainda assim, pensa o homem comum: "não tenho tempo para pensar!" Esse paradoxo flagrante é tão-somente um eco de outro, bem mais profundo, muito próximo da formulação que o pai da filosofia havia dado a partir da frase que trouxemos no início: se "virtude é conhecimento", então "ninguém comete o mal senão por ignorância", e com isso entendemos melhor a miséria de nossos dias, em que as pessoas preferem ser ignorantes, mesmo que isso lhes custe a existência. Afinal, para que se preocupar com o que acontece? Não é muito mais fácil deixar a vida levar, ouvindo o que se diz por aí? Essa coisa de procurar saber e pensar é coisa de desocupado, há uma vida para ganhar lá fora! Não foi o próprio Sócrates quem disse "só sei que nada sei"? Então, deixa a coisa assim mesmo que se melhorar estraga. De minha parte, faço coro com Lulu Santos: "assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade...", com uma única ressalva: as formigas não fazem senão o que lhes é natural.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Política, pra quê?
Posto aqui um texto que publiquei em meu blog pessoal, em agosto de 2011, e que continua bastante atual. Nele utilizo quase todas as técnicas de conclusão, então vale a pena dar uma lida e tentar identificar quais são. Boa leitura!
O que é a política? A pergunta pode
soar um tanto esquisita, já que estamos no Brasil. Mas a esquisitice
parece querer dizer exatamente isso - não temos nenhuma familiaridade
com a política, senão com o papel vergonhoso que nossos representantes
adoram representar no congresso. Por aqui, quando se fala em política se
pensa em corrupção, em descaso, em safadeza, como se a imagem da
política para nós fosse uma mistura diabólica de malandro da Lapa,
playboy engomadinho e uma loira bem devassa. Mas talvez isso seja um
sinal, não muito bom, mas um sinal de que as coisas podem ser
modificadas. Bastaria que se entendesse que a política não é lá muito
distante assim de nós, e que somos de igual modo malandros, playboys,
devassos. Reclamar de quem então? A voz do povo é a voz de Deus,
dizem as más línguas, mas talvez seja, ao contrário, a voz das
profundezas mais obscuras de nossa natureza tupiniquim. Afinal, nossos
representantes nos representam, e se estivéssemos assim tão
insatisfeitos com a encenação deles não estaríamos inertes diante da TV
ou do jornal, vendo a farsa acontecer bancada por nós. A nossa situação
está deveras preocupante, mas sempre há um jeitinho, o bom jeitinho
brasileiro, para saber lhe dar com a crise. A prefeitura do Rio está
falida? O Estado do Rio permanece um esgoto de corrupção? Que nada! O
importante é que o inverno está terminando, o verão vem chegando com
tudo, e aí poderemos pedir aquela cervejinha, curtir uma praia das
centenas de praias cariocas, cobiçando as loiras de plantão, com direito
a fio dental e, se tiver algum dinheiro, até um beijinho. Pois é isso
que importa, enfim. Nossa natureza não quer saber muito de formalidades.
Deixe o terno para aqueles malandros e devassos do planalto. Fiquemos
aqui pagando pra ver, literalmente, o circo pegar fogo, sonhando um dia
que fosse na nossa cama...
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Começando 2013
A leitura é o primeiro passo para a escrita. Sem ler não se pode escrever, não se aprende a falar, não se consegue pensar. A leitura forma não apenas nossa lida com a escrita, mas também nossa consciência de ser humano. Por isso, não se deixe assustar pela extesão dos textos que publicamos aqui para o seu estudo: já são eles uma forma de você se acostumar com essa prática que fará parte da sua vida daqui pra frente.
Boa saúde e boa sorte!
O que há para ser lido
Por Mauro Malin em 18/10/2011 na edição 664
Affonso Romano de Sant’Anna escreveu no suplemento “Sabático”, do Estado de S.Paulo (“O leitor, onde está o leitor?”,
15/10), que “a leitura é o verdadeiro pré-sal”. Advertência preciosa,
mas vai se chocar com um contexto adverso. Há 138 anos, Machado de Assis
(Instinto de Nacionalidade) constatava que o Brasil era “um
país que apenas entra na primeira mocidade, e esta ainda não nutrida de
sólidos estudos”. Talvez por isso ele tenha feito Brás Cubas dirigir “Ao
leitor”, no prólogo de suas Memórias Póstumas, o prognóstico:
Hoje, discute-se se há no país livros demais, editoras demais. A Record tem um galpão com 2 milhões de exemplares recolhidos de pontos de venda. Affonso Romano de Sant’Anna põe a questão de cabeça para cima: o que há é leitores de menos. A migração da marquetologia para o ramo editorial sofre e sofrerá sempre com a disjuntiva educacional/cultural: qual será no Brasil a correlação entre consumo de produtos como lava-roupas, ou televisores de plasma, ou automóveis usados, de um lado, e livros, de outro?
O “crescimento do consumo” pode causar equívocos. Para o indivíduo “típico” dos grandes grupos humanos, é mais fácil acumular poder de compra do que conhecimento. Sem algum conhecimento não é possível saber o que se pode conhecer nos livros. Mas saber que há uma pechincha nas Casas Bahia, ou um feirão de automóveis no fim de semana, não requer esforço.
Não é fácil ser ignorante
O saudoso matemático e estatístico Wilton Bussab, professor da FGV-SP, deixou gravado um depoimento com esta conclusão magistral: para ser ignorante, uma pessoa precisa estudar muito; senão, é só inocente.
Se as tendências de consumo, mesmo quando medidas com alguma seriedade, não permitem ter certeza do tamanho da produção “ideal” para determinado segmento ou nicho, menos ainda no caso de produtos cuja utilidade e desejabilidade pertencem ao terreno do completo subjetivismo.
Acertar o tamanho de uma edição de livros não é, portanto, tarefa fácil. Na imensa maioria dos casos sobram livros nas livrarias, por sinal tradicionalmente poucas no país. Essa premissa não se aplica aos livros didáticos que têm mercado mais ou menos delimitado, ou mesmo cativo (comprados por governos).
O livro sem papel
Mas tudo isso vai ficar para trás. As edições em papel serão feitas sob encomenda (essa modalidade, que existe há uma boa dezena de anos, ainda não se disseminou). Não haverá mais custos com papel, impressão, distribuição (hoje, nos canais convencionais, mais cara do que a produção do livro ou de revista de pequena tiragem), nem com a manutenção de depósitos próprios ou alugados.
Proporções notáveis do patrimônio natural poderão, em princípio, ser preservadas. Quer dizer, se os fabricantes de papel não criarem novos mercados para seus produtos.
O governo não precisou subsidiar a compra de televisores pela população mais pobre. Bastou controlar a inflação. Depois do Plano Real, a posse de aparelhos de TV se universalizou no país.
Põe a banda que o povo se vira
O mesmo acontecerá com os aparelhos digitais de leitura (“leitores” somos nós, não os aparelhos), já acontece com notebooks e tabuletas. O povo se vira para comprar e isso retira do processo de distribuição custos monumentais. Por isso a banda larga é tão importante. É um investimento muito grande, não funciona na base do “mercado formiguinha”.
É significativo que uma empresa como a Amazon, que deu um banho de logística para vender livros e outros produtos materializados, tenha criado também um aparelho digital de leitura tão sensacional como o Kindle.
Ainda se trata dos primórdios dessa modalidade, o livro dito eletrônico, mas é o suficiente para indicar uma tendência irresistível. Aproveito para fazer um comercial gratuito: Luciano Martins Costa, jornalista de longo curso e escritor, titular do programa de rádio deste Observatório da Imprensa, criou uma editora digital, a Biblos. Já acumula uma experiência interessante.
Daqui a alguns anos, os atuais aparelhos de leitura parecerão canhestros. É o que acontece em todas as revoluções tecnológicas: prometem muito mais do que conseguem entregar no início e acabam resultando em algo muito além do sonhado (lei de Arthur Clarke). Mas dá para imaginar a emoção das pessoas que, por exemplo, ficaram pela primeira vez diante de uma telinha de televisão, mesmo tão pobrezinha, desenxabida?
Livro vs. multitarefa
Agora, vamos ao principal. Por que ler livros, em papel ou em aparelho de leitura, e não em computador ou tabuleta? Porque livro é para ser lido exclusivamente. Em silêncio ou em voz alta (para cegos ou, como fazia Antônio Houaiss na juventude, em Copacabana, para operários estrangeiros ou analfabetos).
Não é para ser lido ouvindo música (recomendação de Chico Buarque, que também evita o inverso: ouvir música fazendo outra coisa ao mesmo tempo), conferindo correio eletrônico, navegando em sites de notícias, com dispositivo de mensagem instantânea piscando ou Skype aberto etc. etc.
É a grande vantagem do livro (pode ser livro de imagens, não importa). A pessoa se concentra. O pensamento pode viajar? Pode. Deve. Mas o ponto de partida é uma criação intelectual orgânica, com ritmo, sintaxe, estética, estilo. Jornal e revista também são assim.
Livro não é para ser lido no computador, em primeiro lugar porque ler alguma coisa muito extensa no computador é uma experiência fisicamente medonha. A tabuleta resolve esse problema. Mas não o da concentração. Pode ser tão dispersiva quanto o computador. E, até o momento, não oferece a confortável opção da tela sem luz própria, como o Kindle.
Os seres humanos não são obrigados a pagar tributo a uma multifuncionalidade geralmente sem sentido. O cérebro é um só, ainda que os sentidos sejam vários. É preciso entender que a indústria cristaliza padrões a cada etapa da evolução tecnológica, mas não necessariamente esses padrões são os únicos possíveis, ou os melhores.
A perfeição é uma meta
O computador pessoal é uma maravilha, pelo universo de possibilidades de trabalho, estudo, diversão, principalmente comunicação que abriu quando passou a ser ligado em rede, mas está muito longe de ser um produto “perfeito” (algo que não existe e não existirá nunca). Tem muita coisa burra. Por dificuldade em alcançar novo patamar, por desinteresse de quem está vendendo muito bem.
No Ocidente se come com garfo e faca (nem todo mundo...). No Oriente, com pauzinhos. Alguém pode dizer que um método seja melhor do que o outro? A escrita “certa” é da esquerda para a direita ou vice-versa? É na horizontal ou na vertical?
Os veículos automotores, que revolucionaram os transportes e as comunicações, provocaram 100 milhões de mortes em seu primeiro século de utilização. A lata de alimentos foi inventada no fim do século 18, mas o abridor portátil de latas, uma simples lâmina com uma alavanca, só na segunda metade do século 19. Latas eram abertas com facas, machados, no faroeste até com tiros.
Assim caminha a inteligência coletiva da humanidade. E o Eclesiastes, sabiamente citado por Machado de Assis como o melhor dos repositórios de sabedoria, garante que “não há nada de novo sob o sol”.
“O que não admira, nem provavelmente consternará, é se este outro livro
não tiver os cem leitores de Stendhal, nem cinquenta, nem vinte e,
quando muito, dez.”
A situação dos brasileiros melhorou? Muito. O problema é o ponto muito recuado de onde partiram os avanços “civilizatórios”.Hoje, discute-se se há no país livros demais, editoras demais. A Record tem um galpão com 2 milhões de exemplares recolhidos de pontos de venda. Affonso Romano de Sant’Anna põe a questão de cabeça para cima: o que há é leitores de menos. A migração da marquetologia para o ramo editorial sofre e sofrerá sempre com a disjuntiva educacional/cultural: qual será no Brasil a correlação entre consumo de produtos como lava-roupas, ou televisores de plasma, ou automóveis usados, de um lado, e livros, de outro?
O “crescimento do consumo” pode causar equívocos. Para o indivíduo “típico” dos grandes grupos humanos, é mais fácil acumular poder de compra do que conhecimento. Sem algum conhecimento não é possível saber o que se pode conhecer nos livros. Mas saber que há uma pechincha nas Casas Bahia, ou um feirão de automóveis no fim de semana, não requer esforço.
Não é fácil ser ignorante
O saudoso matemático e estatístico Wilton Bussab, professor da FGV-SP, deixou gravado um depoimento com esta conclusão magistral: para ser ignorante, uma pessoa precisa estudar muito; senão, é só inocente.
Se as tendências de consumo, mesmo quando medidas com alguma seriedade, não permitem ter certeza do tamanho da produção “ideal” para determinado segmento ou nicho, menos ainda no caso de produtos cuja utilidade e desejabilidade pertencem ao terreno do completo subjetivismo.
Acertar o tamanho de uma edição de livros não é, portanto, tarefa fácil. Na imensa maioria dos casos sobram livros nas livrarias, por sinal tradicionalmente poucas no país. Essa premissa não se aplica aos livros didáticos que têm mercado mais ou menos delimitado, ou mesmo cativo (comprados por governos).
O livro sem papel
Mas tudo isso vai ficar para trás. As edições em papel serão feitas sob encomenda (essa modalidade, que existe há uma boa dezena de anos, ainda não se disseminou). Não haverá mais custos com papel, impressão, distribuição (hoje, nos canais convencionais, mais cara do que a produção do livro ou de revista de pequena tiragem), nem com a manutenção de depósitos próprios ou alugados.
Proporções notáveis do patrimônio natural poderão, em princípio, ser preservadas. Quer dizer, se os fabricantes de papel não criarem novos mercados para seus produtos.
O governo não precisou subsidiar a compra de televisores pela população mais pobre. Bastou controlar a inflação. Depois do Plano Real, a posse de aparelhos de TV se universalizou no país.
Põe a banda que o povo se vira
O mesmo acontecerá com os aparelhos digitais de leitura (“leitores” somos nós, não os aparelhos), já acontece com notebooks e tabuletas. O povo se vira para comprar e isso retira do processo de distribuição custos monumentais. Por isso a banda larga é tão importante. É um investimento muito grande, não funciona na base do “mercado formiguinha”.
É significativo que uma empresa como a Amazon, que deu um banho de logística para vender livros e outros produtos materializados, tenha criado também um aparelho digital de leitura tão sensacional como o Kindle.
Ainda se trata dos primórdios dessa modalidade, o livro dito eletrônico, mas é o suficiente para indicar uma tendência irresistível. Aproveito para fazer um comercial gratuito: Luciano Martins Costa, jornalista de longo curso e escritor, titular do programa de rádio deste Observatório da Imprensa, criou uma editora digital, a Biblos. Já acumula uma experiência interessante.
Daqui a alguns anos, os atuais aparelhos de leitura parecerão canhestros. É o que acontece em todas as revoluções tecnológicas: prometem muito mais do que conseguem entregar no início e acabam resultando em algo muito além do sonhado (lei de Arthur Clarke). Mas dá para imaginar a emoção das pessoas que, por exemplo, ficaram pela primeira vez diante de uma telinha de televisão, mesmo tão pobrezinha, desenxabida?
Livro vs. multitarefa
Agora, vamos ao principal. Por que ler livros, em papel ou em aparelho de leitura, e não em computador ou tabuleta? Porque livro é para ser lido exclusivamente. Em silêncio ou em voz alta (para cegos ou, como fazia Antônio Houaiss na juventude, em Copacabana, para operários estrangeiros ou analfabetos).
Não é para ser lido ouvindo música (recomendação de Chico Buarque, que também evita o inverso: ouvir música fazendo outra coisa ao mesmo tempo), conferindo correio eletrônico, navegando em sites de notícias, com dispositivo de mensagem instantânea piscando ou Skype aberto etc. etc.
É a grande vantagem do livro (pode ser livro de imagens, não importa). A pessoa se concentra. O pensamento pode viajar? Pode. Deve. Mas o ponto de partida é uma criação intelectual orgânica, com ritmo, sintaxe, estética, estilo. Jornal e revista também são assim.
Livro não é para ser lido no computador, em primeiro lugar porque ler alguma coisa muito extensa no computador é uma experiência fisicamente medonha. A tabuleta resolve esse problema. Mas não o da concentração. Pode ser tão dispersiva quanto o computador. E, até o momento, não oferece a confortável opção da tela sem luz própria, como o Kindle.
Os seres humanos não são obrigados a pagar tributo a uma multifuncionalidade geralmente sem sentido. O cérebro é um só, ainda que os sentidos sejam vários. É preciso entender que a indústria cristaliza padrões a cada etapa da evolução tecnológica, mas não necessariamente esses padrões são os únicos possíveis, ou os melhores.
A perfeição é uma meta
O computador pessoal é uma maravilha, pelo universo de possibilidades de trabalho, estudo, diversão, principalmente comunicação que abriu quando passou a ser ligado em rede, mas está muito longe de ser um produto “perfeito” (algo que não existe e não existirá nunca). Tem muita coisa burra. Por dificuldade em alcançar novo patamar, por desinteresse de quem está vendendo muito bem.
No Ocidente se come com garfo e faca (nem todo mundo...). No Oriente, com pauzinhos. Alguém pode dizer que um método seja melhor do que o outro? A escrita “certa” é da esquerda para a direita ou vice-versa? É na horizontal ou na vertical?
Os veículos automotores, que revolucionaram os transportes e as comunicações, provocaram 100 milhões de mortes em seu primeiro século de utilização. A lata de alimentos foi inventada no fim do século 18, mas o abridor portátil de latas, uma simples lâmina com uma alavanca, só na segunda metade do século 19. Latas eram abertas com facas, machados, no faroeste até com tiros.
Assim caminha a inteligência coletiva da humanidade. E o Eclesiastes, sabiamente citado por Machado de Assis como o melhor dos repositórios de sabedoria, garante que “não há nada de novo sob o sol”.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Livros Machado de Assis
Caros, estou postando o link para o site que tem as obras do Machado de Assis, para nosso exercício esse mês. O livro é o Memórias Póstumas. Boa leitura!!
http://machado.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=164:romance&catid=34:obra-completa&Itemid=123
http://machado.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=164:romance&catid=34:obra-completa&Itemid=123
sexta-feira, 29 de junho de 2012
O professor de redação e coordenador do Colégio e Curso _A_Z, Rafael
Pinna, em entrevista ao Extra, admite que dá para ter uma noção do próximo tema do ENEM com base na análise das
propostas dos anos anteriores.
- Geralmente, os temas são
problemas sociais. Nos últimos anos, entretanto, a proposta ganhou um
caráter mais reflexivo; analisa o professor. Esse, na verdade, é um
ponto positivo na visão de Pinna porque fica mais fácil avaliar quem
tem, de fato, mais capacidade de refletir sobre a sociedade na qual está
inserido.
- Como a ideia do Enem é avaliar o ensino médio
brasileiro, nada melhor que propor temas que façam os candidatos pensar
sobre o mundo em que estão vivendo; aponta.
Mesmo com a
dificuldade, o professor de redação aceitou o desafio e mostrou 10 temas
que podem estar na redação do Enem 2012. Confira a lista abaixo e
prepare-se para a prova:
1- Avanços e obstáculos da nova família brasileira
2- O voluntariado e a importância da solidariedade
3- A questão das drogas no crescimento de crianças e adolescentes
4- A sustentabilidade como meio de desenvolvimento
5- A busca por respeito às minorias sociais
6- Consciência e responsabilidade no trânsito
7- A arte e a formação da identidade nacional
8- O papel do jovem na sociedade
9- As transformações na escrita
10- A importância do esporte no fortalecimento da cidadania
Entrevista, Professor Rafael Pina
Pessoal, falei sobre isso em algumas aulas, e queria muito que vocês ouvissem o nosso coordenador de Redação também falar sobre o assunto, em uma estrevista concedida ao GloboNews. Vale a pena ouvir e - mais ainda - praticar! São dicas valiosas...
Boa sorte!
Especialistas explicam o que o aluno deve levar em conta na hora de escrever
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